Bilhete premiado é igual a liberdade financeira?

Bilhete premiado é igual a liberdade financeira?
Independência Financeira

27 de fevereiro de 2023

Compartilhar:

Você já deve ter ouvido em uma roda de conversa a pergunta “O que você faria se ganhasse na Mega-Sena?”. Em uma época em que estávamos passando por uma reestruturação no trabalho, meu grupo de amigos elegeu este como tema favorito e as respostas normalmente eram sobre largar o trabalho para viajar o mundo, mudar para uma casa na beira da praia, virar voluntário de uma grande causa e assim por diante… A gente aliviava o clima, sonhando com uma liberdade incondicional que aquele dinheiro iria comprar!

Porém, além da chance de apostarmos nos números certos ser muito baixa (1 em 50 milhões), o bilhete premiado sozinho pode não ser a resposta certa para a tão sonhada liberdade financeira.

Pode parecer estranho, mas aí vão três pontos para reflexão:

  1. Como diz a sabedoria popular, “tão importante quanto ter, é manter”. Isso fica claro com as recorrentes histórias de novos milionários que perdem tudo o que ganharam em poucos anos;
  2. Acumular o necessário para liberdade financeira não depende apenas de sorte. Com determinação, ela pode ser conquistada com o próprio trabalho. Veja este exemplo: se alguém com 25 anos, passar a investir mensalmente R$ 300,00 a uma rentabilidade a anual de cerca de 10%, aos 60 terá acumulado aproximadamente R$ 1.027.750,00. É um bom começo, não?
  3. A relação entre dinheiro e liberdade nem sempre é equilibrada. Não podemos ignorar que existe uma correlação entre ambas, mas o esforço excessivo para gerar rendas cada vez maiores tem levado muitas pessoas ao esgotamento físico e mental.

Então, se ter uma fortuna não é sinônimo de liberdade financeira, o que é?

Apesar das várias definições, eu acredito que cada um de nós deve encontrar a própria resposta! Ao pensar em liberdade financeira, as pessoas focam mais na parte “financeira”, que obviamente é importante, mas somente enquanto ferramenta para chegar ao objetivo verdadeiro, a sonhada “liberdade”.

Portanto, para que você encontre o seu próprio significado, te convido a refletir quais seriam suas escolhas em um mundo sem dinheiro. Que tipo de trabalho realizaria e qual a divisão de tempo entre ele e a sua família? Que lugar você iria morar e que tipo de casa te traria conforto e tranquilidade? Que tipo de roupa gostaria de vestir no dia-a-dia? O que você faria com o seu tempo livre? Você continuaria com o despertador ou deixaria rolar até acordar naturalmente?

Uma vez identificado o que é realmente importante, é o momento de planejar como “bancar essa conta”. É aqui que entra o conceito em que o dinheiro trabalha para você e não vice-versa. Ou seja, os rendimentos gerados pelo seu patrimônio acumulado devem ser suficientes para arcar com as despesas mensais.

Isso não significa que você nunca mais terá que pensar em dinheiro, mas que sua relação com ele será muito mais tranquila.

Com planejamento financeiro você pode calcular o quanto precisa para viver com liberdade e quanto deve investir mensalmente para chegar neste valor!

Para visualizar, vamos a um exemplo de um casal hipotético “Eduardo e Mônica”:

  • ambos com uma renda de R$10 mil reais por mês em um cenário de estabilidade;
  • Mônica leva um estilo de vida simples e poupa R$8 mil reais por mês, o que, sendo mantido, a levará à liberdade financeira em cerca de 7 anos;
  • Eduardo, por sua vez, dá mais importância ao presente e consegue poupar R$1,5 mil por mês, portanto, levaria 37 anos para acumular a mesma quantia que Mônica.

A questão é que, mantendo seus hábitos, este dinheiro seria gasto em uma velocidade muito maior, então quando ele se aposentar terá que se adequar abruptamente a um estilo de vida muito mais simples do que está acostumado e contar com a ajuda do INSS para se manter (isso se o INSS ainda estiver ativo quando isso acontecer).

Usei este exemplo super simplificado para mostrar que as particularidades da vida de cada pessoa são importantes, mas ao longo da jornada sempre haverá variação de renda, mudança de estilo de vida, ganhos e despesas não considerados, projetos e sonhos a se realizar, crises econômicas e momentos de maré calma (onde fica mais fácil poupar).

A boa notícia é que com metodologia correta e suporte de um especialista, você pode definir seus números com uma ótima margem de segurança. O processo passa por organização e otimização das finanças atuais, elaboração dos cenários futuros mais prováveis, definição de proteção contra riscos e criação de uma estratégia de investimento robusta para viver com qualidade hoje e sempre.

Quanto mais cedo começar, o processo de adequação do estilo de vida ao conceito do que realmente importa e o processo de acúmulo de dinheiro crescem em qualidade e quantidade.

E você não precisa sacrificar o presente para usufruir do futuro, a prioridade é viver com equilíbrio de uma ponta a outra.

Antes de concluir, saiba que independentemente da fase de vida que você está, sempre há como obter resultados melhores e estruturar-se financeiramente, sempre podemos proteger o nosso “eu futuro” do relento e não deixá-lo à mercê da sorte.

Bom, espero ter contribuído com um ponto de vista diferente para expandir sua consciência financeira e do seu grupo de amigos na próxima rodada sobre “o que você faria se ganhasse na loteria”. E se não quiser esperar pelo bilhete premiado, eu e os demais Planejadores Financeiros Serafin estamos aqui e teremos o maior prazer em te ajudar!


Telma Longanezi, Planejadora Financeira Serafin

Este texto te ajudou? Se quiser conversar mais sobre este e outros temas, clique aqui e agende um bate-papo de 30min, on-line e gratuito comigo! Não precisa preparar nada previamente, é só escolher o melhor dia e horário para você.

newslleter

Assine e receba nossos conteúdos exclusivos

Ao clicar em enviar, autorizo o envio de conteúdo sobre educação financeira e estou de acordo com a Política de Privacidade da Serafin.